terça-feira, 8 de setembro de 2020

TrES-2b (ou Kepler-1b) é um exoplaneta em orbita da estrela GSC 03549-02811 (conhecida na literatura exoplanetária como TrES-2) localizada a 750 anos luz de distância, na constelação de Draco(ou do dragão)

TrES-2b (ou Kepler-1b) é um exoplaneta em orbita da estrela GSC 03549-02811 (conhecida na literatura exoplanetária como TrES-2) localizada a 750 anos luz de distância, na constelação de Draco(ou do dragão)


Saltar para a navegaçãoSaltar para a pesquisa
TrES-2b
ExoplanetaEstrelas com exoplanetas
Exoplanet Comparison TrES-2 b.png
Comparação de tamanho de TrES-2b (cinza) com Júpiter.
Estrela mãe
EstrelaGSC 03549-02811 A
ConstelaçãoDraco
Ascensão reta19h 07m 14.035s
Declinação+49° 18′ 59.07″
Magnitude aparente14.73
Distância750 ± 30 anos-luz
230 ± 10 pc
Tipo espectralG0V
Elementos orbitais
Semieixo maior0.03556±0.00075 UA
Excentricidade0
Período orbital2.47063 ± 0.00001 d
Inclinação83.62 ± 0.14°
Características físicas
Massa1.199 ± 0.052 MJ
Raio1.272 ± 0.041 RJ
Gravidade superficial3.284 ± 0.016 m/s²
Descoberta
Data da descoberta21 de agosto de 2006
(confirmado em 8 de setembro de 2006)
DescobridoresO'Donovan et al.
Método de detecçãoPor trânsito
TrES-2b (ou Kepler-1b) é um exoplaneta em orbita da estrela GSC 03549-02811 (conhecida na literatura exoplanetária como TrES-2) localizada a 750 anos luz de distância, na constelação de Draco(ou do dragão). O Planeta foi identificado em 2011 como o exoplaneta mais escuro já descoberto, refletindo menos de 1% da luz solar.[1] O raio e a massa do planeta indicam que se trata de um gigante gasoso com uma composição similar a de Júpiter. Diferente de Júpiter, mas similar a muitos planetas detectados ao redor de outras estrelas, o TrES-2b está muito próximo de sua estrela, e pertence a uma classe de planetas conhecida como Júpiter quente. Este sistema está dentro do campo de visão do agora operante satélite Kepler .[2]
O planeta continua a ser estudado por outros projetos e os parâmetros são melhorados continuamente. Um estudo de 2008 concluiu que o sistema TrES-2 (junto a outros dois) é um sistema de estrela binária, o que afeta significativamente os valores para os parâmetros estelares e planetários

A velocidade radial da GSC 03549-02811 pelo tempo, causada pela presença do TrES-2 b.
O TrES-2b foi descoberto no dia 21 de agosto de 2006 pelo Transatlantic Exoplanet Survey através da detecção do trânsito do planeta através de sua estrela parental. A descoberta foi confirmada pelo Observatório W. M. Keck no dia 8 de setembro de 2006, medindo-se a velocidade radial da estrela que abriga o TrES-2b.[2]

Ângulo de órbita[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2008 mais detalhes da relação entre a estrela parental e a órbita do planeta foram publicados. A órbita foi confirmada com uma inclinação de −9° ± 12° a partir do equador estelar. A direção orbital foi determinada na mesma direção da rotação da estrela.[4]

A missão Kepler[editar | editar código-fonte]

O sistema GSC 03549-02811 visto do satélite Kepler
.

Em março de 2009 a NASA lançou o satélite Kepler para descobrir exoplanetas pelo método de transição em órbitas estelares. Em abril de 2009 o projeto lançou as primeiras imagens do satélite e o TrES-2b foi um dos objetos em destaque nestas imagens. Embora o TrES-2b não seja o único exoplaneta conhecido no campo de visão do satélite, ele é o único identificado nas primeiras imagens de luz. Esse projeto é muito importante para calibragem e confirmações.[5]

O Planeta mais escuro[editar | editar código-fonte]

O primeiro resultado de maior importância do satélite Kepler sobre o TrES-2b é seu extremamente baixo albedo, medido em 2011 em aproximadamente 1%, o que o torna o exoplaneta mais escuro já conhecido, refletindo menos luz que o carvão.[6] Não se sabe, ao certo, os motivos que o tornam tão escuro, mas uma das razões pode ser a falta de nuvens refletoras, o que torna Júpiter tão brilhante, devido a proximidade com sua estrela e a sua alta temperatura. Outra razão pode ser a presença de uma atmosfera rica em materiais que absorvem a luz como sódio vaporizado e óxido de titânio.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Trametes versicolor

Trametes versicolor


Como ler uma infocaixa de taxonomiaTrametes versicolor
Trametes.versicolor.-.lindsey.jpg
Classificação científica
Reino:Fungi
Divisão:Basidiomycota
Classe:Agaricomycetes
Subclasse:Agaricomycetidae
Ordem:Polyporales
Família:Polyporaceae
Género:Trametes
Espécie:T. versicolor
Nome binomial
Trametes versicolor
(L.:Fr.) Quél.
Sinónimos
Coriolus versicolor
Polyporus versicolor
Trametes versicolor, também conhecido como Coriolus versicolor e Polyporus versicolor, é um cogumelo poliporo muito comum, podendo ser encontrado por todo o mundo. Versicolor significa 'de várias cores' e é verdade que este cogumelo pode ser encontrado numa grande variedade de cores diferentes. É reconhecido como cogumelo medicinal na medicina chinesa sob o nome de yun zhi. Na ChinaJapão e vários países da Europa, o polissacarídeo-K obtido de T. versicolor é usado como adjuvante imunitário no tratamento do cancro.

Descrição e ecologia[editar | editar código-fonte]

A superfície superior do chapéu é plana e apresenta tipicamente zonas concêntricas de diferentes cores, tendo 1 a 10 mm de espessura e textura coriácea. O chapéu pode ser triangular ou redondo, apresenta zonas de cor castanha, por vezes negra. Espécimes mais velhos, podem ter zonas em que crescem algas, apresentando-se então esverdeados. A superfície dos poros tem cor esbranquiçada a castanho-claro, os poros são redondos, e com a idade tornam-se torcidos e labirínticos, com densidade de 2 a 5 poros por milímetro.
Possui potencial no campo da biorremediação, segundo o micologista Paul StametsT. versicolor biodegrada vários poluentes.
É consumido pela lagarta da traça-dos-fungos Nemaxera betulinella.

míscaro ou míscaro-amarelo

míscaro ou míscaro-amarelo


Saltar para a navegaçãoSaltar para a pesquisa

Como ler uma infocaixa de taxonomiaTricholoma equestre
Tricholoma equestre, Massachusetts, EUA
Tricholoma equestre,
Massachusetts, EUA
Classificação científica
Reino:Fungi
Filo:Basidiomycota
Classe:Agaricomycetes
Ordem:Agaricales
Família:Tricholomataceae
Género:Tricholoma
Espécie:T. equestre
Nome binomial
Tricholoma equestre
(L.P. Kumm.
Tricholoma equestre ou Tricholoma flavovirens, vulgarmente designado míscaro ou míscaro-amarelo, é um cogumelo até há pouco tempo bastante consumido e apreciado que pode eventualmente ser perigoso, do género Tricholoma. Forma ectomicorrizas com pinheiros, sobretudo em terrenos siliciosos, podendo ser colhido durante o Outono e Inverno.
Apreciado desde há séculos um pouco por todo o mundo, é especialmente abundante na França, sendo também bastante comum em Portugal, em especial associado aos pinhais de Pinus pinaster em terrenos arenosos da Beira Litoral e é aí o cogumelo silvestre mais colhido.[carece de fontes] No entanto, foram relatados alguns casos de envenenamento após consumo de T. equestre. As investigações posteriormente efectuadas revelaram que possui propriedades tóxicas.

Taxonomia e designação[editar | editar código-fonte]

Tricholoma equestre era conhecido de Lineu que o descreveu oficialmente no segundo volume do seu Species Plantarum em 1753, dando-lhe o nome Agaricus equestris,[1] pré-datando uma descrição de Agaricus flavovirens por Persoon em 1793. Portanto, este nome específico significando "de ou relative a cavalos" em latim toma precedência sobre Tricholoma flavovirens, o outro nome científico pelo qual este cogumelo é conhecido. Foi classificado no género Tricholoma pelo alemão Paul Kummer na sua obra de 1871 Der Führer in die Pilzkunde. O nome genérico deriva do grego antigo trichos/τριχος 'pelo' e loma/λωμα 'bainha', 'franja' ,[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O pé é amarelo, tendo geralmente entre 4 e 10 cm de comprimento com diâmetro regular. As lamelas são também amarelas e a esporada é branca. O píleo é geralmente amarelo a amarelo-esverdeado, por vezes com um toque de castanho, com diâmetro entre os 5 e os 12 cm. A camada de pele que cobre o píleo é pegajosa e pode ser removida.
Pode ser facilmente confundido com várias outras espécies do género Tricholoma, como T. auratumT. aestuans e T. sulphureum.

Toxicidade[editar | editar código-fonte]

Esta espécie foi durante muito tempo considerada como uma das espécies de cogumelos comestíveis mais saborosas, sendo vendida nos mercados da Europa; os cavaleiros medievais franceses supostamente reservavam esta espécie para si próprios, deixando Suillus bovinus para os camponeses.[3]
A preocupação com a sua eventual toxicidade, causadora de rabdomiólise, levou a que fosse considerado tóxico partir de 2001, após casos ocorridos entre 1992 e 2000 no sudoeste da França, com três mortes.[4] Como consequência destas ocorrências, desde 2005 a sua venda e distribuição são proibidas na França e desde 2006 na Espanha.
As pessoas envenenadas haviam todas elas ingerido três ou mais refeições contendo T. equestre nas duas semanas anteriores ao tratamento. Entre um a quatro dias após a sua última refeição contendo o cogumelo, os pacientes queixaram-se de fraqueza muscular, por vezes acompanhada de dor. Esta fraqueza progrediu durante mais três ou quarto dias, acompanhada por uma sensação de rigidez e escurecimento da urina. Foram também registados períodos de náusea, suores, vermelhidão do rosto, mas não foram registadas febres.
Uma equipa de investigadores da Universidade Farmacêutica de Kyoto e Universidade de Keio, no Japão, liderada por Kimiko Hashimoto e Masaya Nakata, conseguiu isolar a toxina, uma tarefa difícil pois o composto tem apetência para se ligar a outros compostos. Várias análises espectroscópicas estabeleceram a estrutura da toxina: uma pequena molécula com 4 átomos de carbono conhecida como ácido ciclopro-2-eno carboxílico. Previamente desconhecida no mundo natural, esta toxina e seus derivados são usados na formação de outros compostos em química sintética.
Pelo menos um estudo, parece indicar que estes casos de envenenamento podem estar relacionados com sensibilidade individual ou com a ingestão de quantidades significativas do cogumelo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Alto Piquiri

Alto Piquiri


Saltar para a navegaçãoSaltar para a pesquisa
Município de Alto Piquiri
"Piquiri"
Hotel Alto Piquirí 2010 - panoramio.jpg
Bandeira indisponível
Brasão de Alto Piquiri
Bandeira indisponívelBrasão
Hino
Aniversário25 de julho
Fundação25 de julho de 1961 (58 anos)
Gentílicoalto-piquirense[1]
Prefeito(a)Luis Carlos Borges Cardoso (PSL)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Alto Piquiri
Localização de Alto Piquiri no Paraná
Alto Piquiri está localizado em: Brasil
Alto Piquiri
Localização de Alto Piquiri no Brasil
24° 01' 40" S 53° 26' 27" O
Unidade federativaParaná
MesorregiãoNoroeste Paranaense IBGE/2008[2]
MicrorregiãoUmuarama IBGE/2008[2]
Região metropolitanaUmuarama
Municípios limítrofesUmuaramaPerobalBrasilândia do SulCafezal do SulFormosa do OesteIporã e Pérola
Distância até a capital599 km
Características geográficas
Área447,722 km² [3]
População9 836 hab. estimativa populacional — IBGE/2019[4]
Densidade21,97 hab./km²
Altitude500 m
ClimaSubtropical
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,750 alto PNUD/2000[5]
PIBR$ 102 020,552 mil IBGE/2008[6]
PIB per capitaR$ 9 764,60 IBGE/2008[6]
Alto Piquiri é um município do estado do Paraná, no Brasil. Sua população em 2010 era de 10 179 habitantes.[7] A primeira denominação do território foi Conquista, crê-se que devido ao pioneirismo da época em que era área de floresta virgem. Algum tempo depois, foi nomeada de Reconquista e finalmente de Alto Piquiri. Como a sede do município se localiza no local mais alto do Vale Piquiri, sua denominação final foi de Alto Piquiri. Criado através da Lei Estadual nº 4 245 de 25 de julho de 1960 e instalado em 15 de novembro de 1961, foi desmembrado de Cruzeiro do Oeste.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Alto Piquiri possui 3 distritos: Paulistânia, Mirante do Piquiri e Saltinho do Oeste.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra Piquiri origina-se da língua tupi antiga e quer dizer "rio dos peixinhos".[8] É uma referência ao rio Piquiri. Já o termo "Alto" deve-se à localização da sede do município em lugar elevado nas proximidades do dito rio, não muito longe de sua foz, não estando, portanto, nas cercanias de suas nascentes e contrariando, desse modo, a regra básica da denominação "Alto".

História[editar | editar código-fonte]

Habitado por inúmeras etnias indígenas até o século XVII, o território alto-piquiriense foi ocupado a partir de então por padres jesuítas espanhóis, que buscavam catequizar os índios, notadamente os da região que margeia o Rio Piquiri.[9] No entanto, esta civilização jesuítica não floresceu, não restando nem ao menos ruínas da exuberante obra desenhada pelos catequistas.[9]
região só conheceria o progresso em meados do século XX,[9] quando chegaram, à localidade, desbravadores com interesses de colonizar as cercanias.[9]
A primeira denominação do atual município foi Reconquista,[9] sendo dada por um punhado de obcecados pioneiros.[9] Estes iniciais povoadores estavam à procura do lugar ideal para plantar e colher seus sonhos,[9] e certamente o encontraram em Alto Piquiri.[9]
Muitos moradores chegaram no ano de 1952.[10] Dentre as famílias desse período, destacavam-se as de Altino de Campos, José Rodrigues do Prado (XARÁ),Família Mação, Luiz Ruaro,Familia Vieira (Chácara São Benedito),Rubens Arno Sella, João Marques da Silveira, Nelson Rodrigues Barbosa, João Enrique, Tadaham Kiminami, Fioravante Lucetti, Agenor Alves Bueno, Elias Volpato, João Volpato, Leonízio Volpato, João Soares, Ermínio Mário Piffer, Otaviano de Souza Freire, João Silveira Crispim, Luíz Fernandes Araújo, Benedito Fernandes de Araújo, Eutrópio Maciel de Andrade, João dos Santos e muitas outras[10].
Já no atual distrito de Mirante do Piquiri, destaca-se o pioneirismo de Valdomiro de Freitas e família, que habitaram o local no início da década de 1950.
O primeiro comerciante do lugar foi o senhor João Enrique;[9] os irmãos Volpato se dedicaram ao beneficiamento da madeira;[11] e se destacou na região a Cafeeira Alto Piquiri Ltda.[12]
O que efetivamente atraiu este verdadeiro magote de gente[12] foi a fertilidade do solo,[12] já que, na época, o café, comumente chamado de "ouro verde", foi o responsável pelo surgimento de inúmeras cidades,[12] fazendo a fortuna de muita gente.[12]
Este fator deu lugar ao rápido crescimento econômico, permitindo que, em 11 de abril de 1958, através da lei estadual nº 3 638,[10] fosse criado o distrito[10] com a denominação de Alto Piquiri,[10] com território pertencente ao município de Cruzeiro do Oeste.[10]
Pela lei nº 4 245, de 25 de julho de 1960, sancionada pelo governador Moysés Lupion, foi criado o município de Alto Piquiri,[10] desmembrado de Cruzeiro do Oeste.[10]
A instalação deu-se no dia 15 de novembro de 1961.[10] O primeiro prefeito municipal, nomeado, foi Aparício Teixeira D'Avila, e o primeiro eleito foi Nelson Rodrigues Barbosa.

JACKAL 1, JACKAL 2 e COYOTE (4 x 4 PATROL VEHICLE)

    Durante julho de 2007, o MoD do Reino Unido anunciou a compra de 130 novos veículos de patrulha com armamento sob um Requisito Operacion...